Marcha da maconha vira festa em Ipanema
Quem tinha medo de se expor podia usar máscaras de políticos.
Integrante de organização católica denunciou passeata à MP.
A legalização da Cannabis sativa tomou a cabeça de cerca de 200 manifestantes, entre usuários e pessoas favoráveis à descriminalização, na Marcha da Maconha, no Arpoador, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, neste domingo (6).
Quem tinha medo de se expor como adepto da idéia, usou máscara do governador do Rio, Sérgio Cabral, do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) ou do músico Marcelo D2. Policiais militares à paisana vigiaram a passeata, que foi embalada por músicas de bandas e gritos de guerra temáticos. Veja galeria de fotos.
A estudante e cantora Lucília Perrone, de 29 anos, optou em ir com a máscara atrás da cabeça, porque “tem o direito de mostrar o rosto”. Ela disse que fuma maconha há um ano, e se sente mal em ter que comprar a droga com traficantes. “Até evito fumar para não alimentar a violência”, justificou. Para ela, com a legalização, o Estado vai poder arrecadar imposto.
Secretário estadual de Ambiente e notório defensor de políticas públicas de descriminalização das drogas, Carlos Minc disse que foi à passeata como cidadão. Para ele, os traficantes de drogas estão cada vez mais fortes, e a legalização é uma opção para diminuir esse poder paralelo. “Não se pode responsabilizar o consumidor pelo que acontece na criminalidade”, afirma.
A passeata também contou com a presença de opositores. O prior do apostolado da Opus Christi, João Carlos Costa, disse que fez uma denúncia ao Ministério Público estadual contra os manifestantes. Para ele, a apologia ao crime não pode ser tolerada num local público freqüentado por crianças.
No que se refere ao incentivo do consumo, o assessor parlamentar da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), José Mynssen Moraes, 65, discorda radicalmente da aposentada. “Todos meus filhos tiveram oportunidade de fumar maconha. Fumar um baseado e ir namorar é melhor. Traz equilíbrio emocional”, defende Moraes, que se gaba de ter fumado maconha pela primeira vez no Morro da Mangueira, em 1962.
(Matéria copiada da G1)

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